O músculo é o tecido responsável pelo movimento de um ser vivo, tanto em movimentos voluntários, com os quais interage com o meio ambiente, como movimentos dos seus órgãos internos, o coração ou o intestino.
Assim, eles são responsáveis pelo posicionamento e movimentação do esqueleto e estão usualmente unidos aos ossos por tendões. A origem de um músculo é a sua extremidade mais próxima ao tronco ou ao osso estático. A inserção de um músculo é a porção mais distal ou móvel.
Nossos músculos possuem duas funções comuns:
- gerar movimento
- gerar força.
Mas também, além dessas, podem geram calor e contribuem significativamente para a homeostase da temperatura do corpo.
Os músculos esqueléticos são os únicos que se contraem em resposta a um sinal somático de um neurônio motor. Eles não podem iniciar a sua própria contração, nem sofrem influências diretas de hormônios para se contrair.
Os músculos são constituídos por tecido muscular e caracterizam-se pela sua contratibilidade, funcionando pela contração e extensão das suas fibras. A contração muscular ocorre com a saída de um impulso elétrico do sistema nervoso central que é conduzido ao músculo através de um nervo. Esse estímulo elétrico desencadeia o potencial de ação, que resulta na entrada de sódio (necessário à contração) dentro da célula, e a saída de potássio da mesma, assim estimulando a liberação do cálcio que está armazenado no Retículos Sarcoplasmáticos ou RS presentes no sarcoplasma (citoplasma da célula muscular). Em termos científicos, as etapas são:
- Despolarização do sarcolema;
- estimulação do retículo sarcoplasmático;
- ação do cálcio e de ATP, provocando o deslizamento da actina sobre a miosina (é a contração muscular).
Os músculos voluntários são os órgãos ativos do movimento, transmitindo movimento aos ossos sobre quais se inserem. Têm uma variedade grande de tamanho e formato, de acordo com a sua disposição, local de origem e inserção e controlam a postura do corpo do animal.
O ser humano possui aproximadamente 512 músculos. Cada músculo possui o seu nervo motor, o qual divide-se em várias fibras para poder controlar todas as células do músculo, através da placa motora.
Existem três tipos de músculo: músculo esquelético, músculo liso e músculo estriado cardíaco.
Todos os três tipos musculares têm as seguintes características:
- Podem contrair-se e encurtar, tornando-se mais tensos e duros, em resposta a um estímulo vindo do sistema nervoso;
- Podem ser distendidos, aumentando o seu comprimento;
- Podem retornar à forma e ao tamanho original.
A propriedade do tecido muscular de se contrair chama-se contratilidade e a propriedade de poder ser distendido recebe o nome de elasticidade.
Músculo estriado esquelético
O tecido muscular estriado ou esquelético é formado por fibras musculares cilíndricas, finas e que podem medir vários centímetros de comprimento.
Os músculos esqueléticos possuem uma coloração mais avermelhada. São também chamados de músculos estriados, já que apresentam estriações em suas fibras (fibrocélulas estriadas). São os responsáveis pelos movimentos voluntários; estes músculos se inserem sobre os ossos e sobre as cartilagens e contribuem, com a pele e o esqueleto, para formar o invólucro exterior do corpo.
Músculo estriado cardíaco
Histologicamente tem característica de músculo esquelético, mas funcionalmente tem característica de músculo liso. Assim como o tecido muscular esquelético, apresenta fibrocélulas bastante compridas. É também chamado de miocárdio, e constitui a parede do coração. Apesar de ser estriado, possui movimentos involuntários. Este músculo se contrai e relaxa sem parar. Entretanto, suas células são mononucleadas ou binucleadas, com núcleos localizados mais centralmente. Também possuem discos intercalares, que são linhas de junção entre uma célula e outra, que aparecem mais coradas que as estrias transversais. No tecido cardíaco, têm bastante importância as fibras de Purkinje, células responsáveis pela distribuição do impulso elétrico que vai gerar a contração muscular às diversas fibro-células cardíacas.
Aplicação de medicamentos: via intramuscular
Injeções Intramusculares depositam a medicação profundamente no tecido muscular, o qual é bastante vascularizado, podendo absorver rapidamente. Esta via de administração fornece uma ação sistêmica rápida e absorção de doses relativamente grandes (até 5 ml em locais adequados).
Áreas de aplicação
- Deltóide: o paciente pode estar sentado ou deitado, com o antebraço flexionado sobre o tórax. Medir quatro dedos abaixo do acrômio.
- Dorso-glúteo: deitado em decúbito lateral e aplicar somente no quadrante superior externo. Delimitam-se os quadrantes com traçado de 2 eixos: um horizontalmente, com origem na saliência mais proeminente da região sacra; e outro verticalmente, passando pelo centro da região glútea.
- Reto femoral e vasto lateral: sentado com a perna flexionada, ou deitado com o membro estendido. Aplicar a injeção no terço médio.
- Ventroglutea ou de Hochstetter: aplicada no músculo médio, o paciente pode ficar lateral ou ventral.
Agulhas indicadas para a administração intramuscular
Tipo de pessoa - calibre da agulha
Adulto magro – calibre 25 x 7
Adulto com massa muscular/obeso – calibre 30 x 7 ou 30 x 8
Crianças desenvolvidas – calibre 25 x 7 ou 25 x 8
Crianças e adolescentes obesos – calibre 30 x 7
Crianças pequenas/magras – 20 x 5,5 ou 20 x 6
Técnica
Escolha um local adequado para a injeção. Os músculos glúteos são geralmente utilizados em adultos sadios, embora o músculo deltóide possa ser utilizado para uma injeção de pequeno volume (2 ml ou menos). Para neonatos e crianças, o músculo vasto lateral da coxa é mais utilizado porque é geralmente mais desenvolvido e não contém nervos grandes ou vasos sanguíneos calibrosos, minimizando o risco de uma lesão grave. O músculo reto anterior também pode ser utilizado em neonatos, mas geralmente é contra-indicado em adultos;
- Limpe a pele com algodão e álcool, e aguarde a pele secar;
- Com os dedos polegar e indicador, da sua mão não dominante, agarre suavemente a pele do local da injeção;
- Posicione a seringa em um ângulo de 90 graus em relação à epiderme, com o bizel da agulha lateralizado. Insira a agulha rápida e firmemente através das camadas dérmicas, profundamente até o músculo;
- Após a injeção, remova a agulha em um ângulo de 90 graus;
- Massageie o músculo relaxado para ajudar a distribuir a medicação e ajudar a promover a absorção.
- Com os dedos polegar e indicador, da sua mão não dominante, agarre suavemente a pele do local da injeção
- Posicione a seringa em um ângulo de 90 graus em relação à epiderme, com o bizel da agulha lateralizado. Insira a agulha rápida e firmemente através das camadas dérmicas, profundamente até o músculo;
- Após a injeção, remova a agulha em um ângulo de 90 graus;
- Massageie o músculo relaxado para ajudar a distribuir a medicação e ajudar a promover a absorção.



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