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Trabalho para os alunos do Segundo Módulo de Atendente de Farmácia/Compartilhar

Orientações para o Seminário da Saúde dos alunos do Curso de Atendente de Farmácia  Cada grupo ficou com um tema sorteado em sala de aula, s...

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Metabolismo dos medicamentos

 

Metabolismo das drogas refere-se ao processo metabólico das drogas, sua modificação bioquímica ou degradação, geralmente através de sistemas enzimáticos especializados. É uma forma de metabolismo xenobiótico. O metabolismo das drogas geralmente converte compostos químicos lipofílicos em produtos mais prontamente excretados. Sua taxa é um determinante importante da duração e intensidade da ação farmacológica das drogas.


Fase I (Biotransformação)

Oxidação

  • Citocromo P450
  • Sistema de monooxigenases possuidoras de flavina
  • Álcool desidrogenase 6 e Aldeído desidrogenase
  • Monoamina oxidase
  • Co-oxidação por peroxidases

Redução

  • Citocromo P450 redutase
  • Citocromo P450 reduzido

Hidrólise

  • Esterases e amidases
  • Epóxido hidrolase

Fase II ( Conjugação )

Enzimas que fazem conjugação com proteínas:

  • Glutatione transferases
  • biossíntese de ácido mercaptúrico
  • glicoronato transferases
  • N-acetiltransferases
  • N-acil aminoácido transferases
  • Sulfotransferases

Glucorunidação: ácido carboxilico, álcool, fenol, aminas

Acetilação: aminas

Sulfatação: álcool, fenol, amina

Conjugação Glutationa: compostos halogenados 


Pulmão e a via inalatória

O pulmão é o órgão do sistema respiratório, responsável pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. Sua principal função é oxigenar o sangue e eliminar o dióxido de carbono do corpo. São dois órgãos de forma piramidal, de consistência esponjosa medindo mais ou menos 25 centímetros de comprimento que localizam-se dentro da caixa torácica, revestidos externamente por uma membrana chamada pleura.

Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobs (pronuncia-se "lóbos", com a primeira vogal aberta). O pulmão esquerdo possui dois lobs e o direito possui três.

O pulmão direito é o mais espesso e mais largo que o esquerdo, é também um pouco mais curto pois o diafragma é mais alto no lado direito para acomodar o fígado. O pulmão esquerdo tem uma concavidade que é a incisura cardíaca.

A base de cada pulmão apóia-se no diafragma, órgão músculo-membranoso que separa o tórax do abdome, presente apenas em mamíferos, promovendo, juntamente com os músculos intercostais, os movimentos respiratórios. Localizado logo acima do estômago, o nervo frênico controla os movimentos do diafragma.


Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolo e alvéolos pulmonares. Os alvéolos totalizam-se em um total de 4 milhões e são estruturas saculares (semelhantes a sacos) que se formam no final de cada bronquíolo e têm em sua volta os chamados capilares pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono dos capilares para o alvéolo.

Nos pulmões os brônquios ramificam-se intensamente, dando origem a tubos cada vez mais finos, os bronquíolos. O conjunto altamente ramificado de bronquíolos é a árvore brônquica ou árvore respiratória.

Cada bronquíolo termina em pequenas bolsas formadas por células epiteliais achatadas (tecido epitelial pavimentoso) recobertas por capilares sanguíneos, denominadas alvéolos pulmonares.

Respiração: Na respiração pulmonar o ar entra e sai dos pulmões devido à contração e ao relaxamento do diafragma. Quando o diafragma se contrai, ele diminui a pressão nos pulmões e o ar que está fora do corpo entra rico em oxigênio O2; processo chamado de inspiração.

Quando o diafragma relaxa, a pressão dentro dos pulmões aumenta e o ar que estava dentro agora sai com o dióxido de carbono; processo denominado de expiração.

As pessoas podem parar de respirar mas ninguém consegue ficar sem respirar por mais de alguns minutos, porque a concentração de dióxido de carbono no sangue fica tão alta que o corpo não consegue mais fornecer energia para as células e o bulbo (parte do sistema nervoso que forma o encéfalo) manda impulsos nervosos para o diafragma e os músculos intercostais, para que se contraiam e a respiração volte a ser executada normalmente.


Via Inalatória 

  • Verifique a prescrição médica;
  • Agite o recipiente do inalador;
  • Retire a tampa do recipiente, vire-o de cabeça para baixo e introduza o bico no pequeno orifício localizado na parte achatada do bocal;
  • Quando ele começar a inalar, comprima (apenas uma vez) o recipiente do medicamento para dentro da estrutura plástica do inalador para liberar uma dose graduada do medicamento;
  • Peça ao paciente para prender a respiração por alguns segundos.

Anatomia do Olho e via de Administração ocular

 O olho é o órgão responsável pelo sentido da visão. Encontrado em todos os animais vertebrados, ele é localizado em cavidades ósseas no crânio chamadas órbitas. Sua tarefa é converter as ondas de luz emitidas ou refletidas por objetos em impulsos elétricos, que serão enviados ao cérebro. Todas as informações fornecidas por este órgão fotorreceptor têm um papel dominante para a interpretação do mundo pelo ser humano.

O poder de usar a informação visual não depende apenas de ver, mas também de compreender o que foi visto. A compreensão das informações visuais – reconhecimento de contornos, cores e da relação com outros objetos – depende da forma como as células sensíveis à luz da retina estão conectadas com o sistema nervoso. Portanto, a função dos olhos no ser humano vai além da forma como a imagem visual é convertida em mensagem, ou seja, ela abrange também o campo de interpretação desta mensagem.

O olho é um órgão fotorreceptor e um conversor de energia luminosa em energia elétrica, ou impulsos nervosos, além de ser um eficiente transportador destes impulsos para o cérebro. Para desempenhar todas essas funções, ele conta com um complexo mecanismo constituído por várias camadas de tecidos especializados.

São músculos, nervos, veias sanguíneas e lente que se ligam para permitir a rotação do globo ocular e a focalização das imagens. O nervo óptico, por sua vez, faz a conexão entre o globo ocular e o sistema nervoso central.

O interior do olho é preenchido por um fluido que, juntamente com a camada de tecido externa, mantém a forma arredondada, protegendo o olho contra forças mecânicas exteriores. Da mesma forma, uma membrana mais externa ainda, denominada de conjuntiva, recobre a superfície interior das pálpebras e a superfície anterior do globo ocular. Ela produz muco para lubrificação do olho, evitando o ressecamento.

As três camadas de tecido que constituem o globo ocular, ou túnicas, são: fibrosa (externa), vascular (intermédia) e nervosa (interna). A primeira é composta pela esclera e a córnea. A esclera dá forma e proteção ao olho, além de sustentação para os músculos que o movimentam. Ela é a membrana branca e opaca encontrada na maior parte de sua superfície. A parte restante e frontal do globo é recoberta pela córnea, membrana transparente que atua como uma lente convergente.

Coróide, corpo ciliar, íris e cristalino (lente) são encontrados na túnica vascular. Estes elementos estão relacionados, respectivamente, com a nutrição e proteção do olho, sustentação e mudança da espessura do cristalino e bloqueio do excesso de luz que poderia queimar a retina. A retina é a túnica nervosa, propriamente dita. Está repleta de fotorreceptores – cones e bastonetes – para a percepção visual, além de células bipolares e ganglionares para a transmissão dos impulsos visuais para o nervo óptico.

Funcionamento

A córnea permite a passagem de ondas de luz para o interior do globo ocular. Mas, nem toda a luz atinge a área posterior do olho, revestida pela retina. Isto porque, a íris – um músculo contrátil opaco e pigmentado em sua superfície – regula a quantidade de luz adequada que poderá penetrar no olho. Este músculo, que dá a cor aos nossos olhos, opera como um diafragma ao aumentar ou diminuir uma abertura em seu centro, a pupila. O recurso evita que uma quantidade excessiva de luz possa queimar a retina.

Imediatamente atrás da íris, o cristalino toma a espessura adequada para focar o feixe de luz na retina, conforme constrição ou relaxamento do corpo ciliar ligado a ele. O feixe de luz chega à retina invertido, como a imagem de um espelho, e de ponta-cabeça devido à refração da luz pelo cristalino.

A retina é como um filme fotográfico. Ela contém células receptoras pigmentadas – cones e bastonetes – que convertem a luz em pulsos elétricos. Outras células da retina, bipolares e ganglionares fazem a coleta destes pulsos. Os impulsos de várias células receptoras são coletados por uma única célula ganglionar. Esta convergência aumenta a intensidade de luz, ou seja, uma luz fraca estimulando mil bastonetes produz um estímulo fortíssimo.

Os impulsos intensificados são levados pelo nervo óptico ao cérebro. Olhos e cérebro trabalham em conjunto para transformar ondas de luz em sensações que conhecemos por visão.


Doenças relacionadas

- Astigmatismo

- Câncer de olhos

- Catarata

- Cegueira noturna

- Conjuntivite

- Daltonismo

- Degeneração macular

- Estrabismo

- Glaucoma

- Hipermetropia

- Miopia

- Neurite óptica

- Retinite pigmentosa

- Retinopatia diabética

- Síndrome dos olhos secos

- Tracoma

Via Ocular

  • Abrir o frasco, sem contaminar a sua parte superior
  • Orientar o cliente a olhar para cima e para o lado externo
  • Puxar a pálpebra com a mão não dominante, instilar as gotas prescritas a
  • distância de 1 a 2 cm;
  • Liberar a pálpebra e solicitar ao cliente que feche os olhos delicadamente, sem
  • apertar as pálpebras;
  • Repetir os passos no outro olho;
  • Remover o excesso da medicação no canto do olho externo, se houver,
  • utilizando gazes ou lenços descartáveis;
  • Solicitar ao cliente que permaneça com os olhos fechados por 3 minutos.


Fontes

https://saude.ig.com.br/olhos/

http://www2.ebserh.gov.br/documents/1132789/1132848/POP+1.7_ADMINISTRA%C3%87%C3%83O+DE+MEDICA%C3%87%C3%83O+POR+VIA+OCULAR.pdf/e2b696c4-929c-4137-a7b7-d73b840f6f84

domingo, 30 de maio de 2021

Contração muscular

 



O Sistema Muscular e via de Administração muscular

 

O músculo é o tecido responsável pelo movimento de um ser vivo, tanto em movimentos voluntários, com os quais interage com o meio ambiente, como movimentos dos seus órgãos internos, o coração ou o intestino.

Assim, eles são responsáveis pelo posicionamento e movimentação do esqueleto e estão usualmente unidos aos ossos por tendões. A origem de um músculo é a sua extremidade mais próxima ao tronco ou ao osso estático. A inserção de um músculo é a porção mais distal ou móvel.

Nossos músculos possuem duas funções comuns: 
  • gerar movimento
  • gerar força. 
Mas também, além dessas, podem geram calor e contribuem significativamente para a homeostase da temperatura do corpo.

Os músculos esqueléticos são os únicos que se contraem em resposta a um sinal somático de um neurônio motor. Eles não podem iniciar a sua própria contração, nem sofrem influências diretas de hormônios para se contrair.

Os músculos são constituídos por tecido muscular e caracterizam-se pela sua contratibilidade, funcionando pela contração e extensão das suas fibras. A contração muscular ocorre com a saída de um impulso elétrico do sistema nervoso central que é conduzido ao músculo através de um nervo. Esse estímulo elétrico desencadeia o potencial de ação, que resulta na entrada de sódio (necessário à contração) dentro da célula, e a saída de potássio da mesma, assim estimulando a liberação do cálcio que está armazenado no Retículos Sarcoplasmáticos ou RS presentes no sarcoplasma (citoplasma da célula muscular). Em termos científicos, as etapas são:
  • Despolarização do sarcolema;
  • estimulação do retículo sarcoplasmático;
  • ação do cálcio e de ATP, provocando o deslizamento da actina sobre a miosina (é a contração muscular).
Os músculos voluntários são os órgãos ativos do movimento, transmitindo movimento aos ossos sobre quais se inserem. Têm uma variedade grande de tamanho e formato, de acordo com a sua disposição, local de origem e inserção e controlam a postura do corpo do animal.

O ser humano possui aproximadamente 512 músculos. Cada músculo possui o seu nervo motor, o qual divide-se em várias fibras para poder controlar todas as células do músculo, através da placa motora. 
Existem três tipos de músculo: músculo esquelético, músculo liso e músculo estriado cardíaco.

Todos os três tipos musculares têm as seguintes características:

  • Podem contrair-se e encurtar, tornando-se mais tensos e duros, em resposta a um estímulo vindo do sistema nervoso;
  • Podem ser distendidos, aumentando o seu comprimento;
  • Podem retornar à forma e ao tamanho original.
A propriedade do tecido muscular de se contrair chama-se contratilidade e a propriedade de poder ser distendido recebe o nome de elasticidade.

Músculo estriado esquelético

O tecido muscular estriado ou esquelético é formado por fibras musculares cilíndricas, finas e que podem medir vários centímetros de comprimento.

Os músculos esqueléticos possuem uma coloração mais avermelhada. São também chamados de músculos estriados, já que apresentam estriações em suas fibras (fibrocélulas estriadas). São os responsáveis pelos movimentos voluntários; estes músculos se inserem sobre os ossos e sobre as cartilagens e contribuem, com a pele e o esqueleto, para formar o invólucro exterior do corpo.


Músculo estriado cardíaco

Histologicamente tem característica de músculo esquelético, mas funcionalmente tem característica de músculo liso. Assim como o tecido muscular esquelético, apresenta fibrocélulas bastante compridas. É também chamado de miocárdio, e constitui a parede do coração. Apesar de ser estriado, possui movimentos involuntários. Este músculo se contrai e relaxa sem parar. Entretanto, suas células são mononucleadas ou binucleadas, com núcleos localizados mais centralmente. Também possuem discos intercalares, que são linhas de junção entre uma célula e outra, que aparecem mais coradas que as estrias transversais. No tecido cardíaco, têm bastante importância as fibras de Purkinje, células responsáveis pela distribuição do impulso elétrico que vai gerar a contração muscular às diversas fibro-células cardíacas.

Aplicação de medicamentos: via intramuscular

Injeções Intramusculares depositam a medicação profundamente no tecido muscular, o qual é bastante vascularizado, podendo absorver rapidamente. Esta via de administração fornece uma ação sistêmica rápida e absorção de doses relativamente grandes (até 5 ml em locais adequados).

Áreas de aplicação
  • Deltóide: o paciente pode estar sentado ou deitado, com o antebraço flexionado sobre o tórax. Medir quatro dedos abaixo do acrômio.
  • Dorso-glúteo: deitado em decúbito lateral e aplicar somente no quadrante superior externo. Delimitam-se os quadrantes com traçado de 2 eixos: um horizontalmente, com origem na saliência mais proeminente da região sacra; e outro verticalmente, passando pelo centro da região glútea.
  • Reto femoral e vasto lateral: sentado com a perna flexionada, ou deitado com o membro estendido. Aplicar a injeção no terço médio.
  • Ventroglutea ou de Hochstetter: aplicada no músculo médio, o paciente pode ficar lateral ou ventral.

Agulhas indicadas para a administração intramuscular

Tipo de pessoa - calibre da agulha
Adulto magro – calibre 25 x 7
Adulto com massa muscular/obeso – calibre 30 x 7 ou 30 x 8
Crianças desenvolvidas – calibre 25 x 7 ou 25 x 8
Crianças e adolescentes obesos – calibre 30 x 7
Crianças pequenas/magras – 20 x 5,5 ou 20 x 6

Técnica

Escolha um local adequado para a injeção. Os músculos glúteos são geralmente utilizados em adultos sadios, embora o músculo deltóide possa ser utilizado para uma injeção de pequeno volume (2 ml ou menos). Para neonatos e crianças, o músculo vasto lateral da coxa é mais utilizado porque é geralmente mais desenvolvido e não contém nervos grandes ou vasos sanguíneos calibrosos, minimizando o risco de uma lesão grave. O músculo reto anterior também pode ser utilizado em neonatos, mas geralmente é contra-indicado em adultos;

  1. Limpe a pele com algodão e álcool, e aguarde a pele secar;
  2. Com os dedos polegar e indicador, da sua mão não dominante, agarre suavemente a pele do local da injeção;
  3. Posicione a seringa em um ângulo de 90 graus em relação à epiderme, com o bizel da agulha lateralizado. Insira a agulha rápida e firmemente através das camadas dérmicas, profundamente até o músculo;
  4. Após a injeção, remova a agulha em um ângulo de 90 graus;
  5. Massageie o músculo relaxado para ajudar a distribuir a medicação e ajudar a promover a absorção.
  6. Com os dedos polegar e indicador, da sua mão não dominante, agarre suavemente a pele do local da injeção
  7. Posicione a seringa em um ângulo de 90 graus em relação à epiderme, com o bizel da agulha lateralizado. Insira a agulha rápida e firmemente através das camadas dérmicas, profundamente até o músculo;
  8. Após a injeção, remova a agulha em um ângulo de 90 graus;
  9. Massageie o músculo relaxado para ajudar a distribuir a medicação e ajudar a promover a absorção.

O Trato Gastrointestinal

 

 

O aparelho digestivo ou sistema digestório é o sistema responsável por obter dos alimentos ingeridos os nutrientes necessários às diferentes funções do organismo, como crescimento, energia para reprodução, locomoção, etc. É composto por um conjunto de órgãos que têm por função a realização da digestão. A sua extensão desde a boca até o ânus mede seis a nove metros num ser humano adulto.

O trato gastrointestinal e dividido em dois: 


Trato gastrointestinal superior

O trato gastrointestinal superior é composto pela boca, pela faringe, pelo esôfago e pelo estômago.

Na boca, ocorre o processo de mastigação que, junto com a salivação, secreção das glândulas salivares (água, muco e enzima), degrada o amido pela ação da ptialina (que inicia o processo de digestão dos carboidratos presente no alimento), em maltose, e ainda faz os movimentos impulsionatórios que ajudam a deglutir o alimento, fazendo-o passar ao esôfago

A faringe pertence tanto ao sistema respiratório como ao digestório. Ela auxilia no processo de deglutição (ato de engolir). O esôfago é o canal de passagem para onde o bolo alimentar é empurrado por meio de contrações musculares (movimentos peristálticos) até o estômago

No estômago, inicia-se o processo de quimificação, no qual atua a pepsina, enzima que transforma (quebra) as proteínas em peptídeos (cadeias menores de aminoácidos). O estômago é um órgão em formato de bolsa com o pH em torno de 2 (muito ácido). Ele pode ficar horas misturando o bolo alimentar em seu interior com a secreção gástrica (água, muco, ácido clorídrico e enzimas). O bolo alimentar torna-se mais líquido e ácido passando a se chamar quimo e vai sendo, aos poucos, encaminhado para o duodeno.



Trato gastrointestinal inferior

O trato gastrointestinal inferior é composto por 4 órgãos : Intestino delgado, Intestino grosso, Reto, Ânus.


O intestino delgado é um tubo longo, com mais de seis metros de comprimento, que se inicia no estômago. Para adaptar-se ao espaço da cavidade abdominal, faz múltiplas curvas, chamadas de alças intestinais. É nele que se inicia a absorção dos alimentos, por meio das vilosidades que recobrem sua superfície interna. As membranas das próprias células do epitélio intestinal apresentam, por sua vez, dobras microscópicas denominadas microvilosidades. O intestino delgado também absorve a água ingerida, os íons e as vitaminas. Em sua parede são produzidas as enzimas: peptidase (digestão de proteínas), maltase (digere a maltose), lactase (digere a lactose) e a sacarase (digere a sacarose).

O intestino delgado se divide em duodeno, jejuno e íleo.

O duodeno é a primeira parte do intestino delgado. Iniciando no piloro, ele realiza parte de seu trajeto atrás do peritônio, onde penetra para se ligar ao jejuno. Em forma de C, ele se divide em quatro partes: uma oblíqua, uma descendente, uma horizontal e uma ascendente, que se liga ao jejuno pela flexura duodenojejunal, ou ângulo de Treliz. Seu primeiro segmento é mais largo, e é conhecido como ampola, ou bulbo duodenal. No duodeno são lançadas a secreção do fígado, que chega pelo ducto colédoco, e a do pâncreas, que chega pelo ducto pancreático.

No jejuno ocorre a maior parte da absorção dos alimentos. Ligado ao duodeno pela flexura duodenojejunal, ele se liga ao íleo em um ponto de junção ainda pouco conhecido, em virtude das semelhanças entre estes dois segmentos do intestino. O íleo, por sua vez, conecta-se ao intestino grosso pelo ósteo ileal, que permite a passagem dos restos alimentares e impede seu retrocesso

O intestino grosso é dividido em quatro partes: Cólon ascendente (inclui o ceco, onde está localizado o apêndice), cólon transverso, cólon descendente, sigmóide e o reto. É o local de absorção de água, tanto a ingerida quanto a das secreções digestivas. Glândulas da mucosa do intestino grosso secretam muco, que lubrifica as fezes, facilitando seu trânsito e eliminação pelo ânus. Fortíssimas ondas peristálticas, denominadas ondas de massa, ocorrem eventualmente e são capazes de propelir o bolo fecal, que se solidifica cada vez mais, em direção às porções finais do tubo digestório: os cólons, sigmoide e reto. São parte do intestino grosso:

  • Ceco: É a porção inicial do intestino grosso segmento de maior calibre, que se comunica com o íleo. Para impedir o refluxo do material proveniente do intestino delgado, existe uma válvula localizada na junção do íleo com o ceco - válvula ileocecal. No fundo do ceco encontramos uma ponta chamada apêndice cecoide ou vermicular.
  • Apêndice: É uma pequena extensão tubular terminada em fundo cego. Embora preso ao tubo digestivo e classificado como órgão acessório da digestão, o apêndice não é funcionalmente importante no processo digestório. Sua inflamação, denominada apendicite, é uma séria condição clínica que frequentemente exige intervenção cirúrgica.
  • Cólon: É a região intermediária, um segmento que se prolonga do ceco até o ânus.
  • Sigmoide: O sigmoide ou porção pélvica, é a seção do intestino grosso que liga a porção transversal do mesmo ao reto. Recebe o nome sigmoide pela sua aparência que lembra a letra "S" do alfabeto grego (sigma). O nome porção pélvica refere-se à região em que se encontra. É caracterizado por ser a parte do intestino na qual os movimentos peristálticos fazem maior pressão no bolo alimentar a fim de solidificá-lo e transformá-lo em fezes.
  • Reto: É a parte final do tubo digestivo e termina no canal anal. Tem geralmente três pregas no interior e é uma região bem vascularizada. Pode ser examinado através do toque retal, retoscopia ou retosigmoideoscopia. É no canal anal que ocorrem as hemorroidas que nada mais são que varizes nas veias retais inferiores.

O ânus é o último órgão do sistema, localizado na extremidade do intestino grosso. Controla a saída das fezes.


sexta-feira, 30 de abril de 2021

#Compartilhar: Injeções Intradérmica, Subcutânea e Inoculação Transdérmica

 Via Intradérmica

Para os alunos do módulo 01 do curso de Atendente de Farmácia do Projeto Compartilhar.

Essa é uma via muito restrita usada para pequenos volumes, sendo a solução introduzida na camada superficial da pele, chamada derme. A via intradérmica é uma via de absorção muito lenta, utilizada principalmente nas seguintes situações:

  • Para a administração da vacina BCG-ID;
  • Para a realização de prova de hipersensibilidade, como o PPD.


O local mais apropriado é a face anterior do antebraço, por ser pobre em pelos, com pouca pigmentação, pouca vascularização e de fácil acesso para leitura. O volume máximo indicado a ser introduzido por essa via é de 0,5 ml, sendo que para a vacina BCG o volume a ser administrado corresponde a 0,1 ml.



A seringa mais apropriada para a injeção intradérmica é a de 1 ml, que possui escalas de frações em mililitros (0,1 ml). A agulha deve ser pequena, fina e com bisel curto, que na prática denominamos de agulha 13 X 4,5. Os seguintes procedimentos devem ser realizados na administração:

  • Lavar as mãos;
  • Escolher o local da administração;
  • Fazer a limpeza da pele, caso necessário;
  • A limpeza da pele deve ser feita com água e sabão;
  • O álcool comum não deve ser utilizado pela sua baixa volatilidade (demora a secar) e pelo baixo poder antisséptico;
  • Em situações excepcionais (vacinação na zona rural e em ambiente hospitalar), utilizar o álcool a 70%;
  • Na injeção intradérmica, especialmente, o uso do álcool não é indicado por evitar uma possível interação com o líquido injetável, em face da presença dos poros e pelo fato de o líquido ser depositado muito próximo da epiderme;
  • Segurar firmemente com a mão o local, distendendo a pele com o polegar e o indicador;
  • Introduzir a agulha, paralelamente à pele, com o bisel voltado para cima, até que o mesmo desapareça;
  • Injetar a solução lentamente, com o polegar na extremidade do êmbolo, até introduzir toda a dose;
  • Retirar o polegar da extremidade do êmbolo e a agulha da pele;
  • Lavar as mãos;
  • Imediatamente após a injeção da solução aparece no local uma pápula de aspecto esbranquiçado e poroso (tipo casca de laranja), com bordas bem nítidas e delimitadas;
  • A pápula formada desaparece posteriormente.





Pápula: pequena elevação sólida e limitada na pele.





Via subcutânea


Indicadas para medicamentos que precisam absorvidos lentamente, assegurando uma ação contínua, como é o caso das vacinas contra o sarampo, a tríplice viral, a febre amarela e a rubéola.

Preferencialmente: Face superior externa do braço.

Materiais 
  • Seringas de 1, 3 ou 5 ml;
  • Agulhas de 13 x 4,5 mm.
Procedimento
  • Analisar a prescrição médica;
  • Realizar a sepsia das mãos;
  • Preparar os materiais;
  • Realizar a sepsia do local de punção (com álcool a 70%);
  • Introduzir a agulha com bisel para cima, com rapidez e firmeza;
  • Aspirar, observando se a agulha atingiu algum vaso sanguíneo;
  • Injetar o líquido lentamente;
  • Retirar a seringa com a agulha, em movimento único e firme;
  • Fazer leve compressão no local com algodão seco;
  • Lavar as mãos.
Via Transdérmica 



Aplicação de adesivo na pele, onde o fármaco e absorvido lentamente através da pele.

Exemplo: adesivos de nicotina, adesivos de anticoncepcionais (pode ter Norelgestromina, Estradiol, Etinilestradiol, Gestodeno), adesivo de Fentanil (analgésico opióide), adesivo de Buprenorfina (analgésico opióide).

Procedimento

  • Realize a lavagem do local de aplicação do adesivo;
  • Escolha uma área plana e vascularizada: parte superior do tronco, parte superior do braço, parte superior, inferior das costas ou do lado do tórax. 
  • A pele não pode estar irritada ou lesionada.

Fontes:

Portal da Educação: https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/enfermagem/via-intradermica/27807


#Compartilhar: Sistema Tegumentar (Pele)

 

Para os alunos do módulo 01 do curso de Atendente de Farmácia do Projeto Compartilhar.

Sistema tegumentar é o conjunto de estruturas que formam o revestimento externo dos seres vivos. Esse revestimento externo é chamado de tegumento ou integumento e nos vertebrados também é chamado de pele.

A Pele 


A pele, também conhecida como cútis, em anatomia, é o órgão integrante do sistema tegumentar ( junta ou comunica o cabelo e pelos, unhas, glândulas sudoríparas e sebáceas).

Ela desempenha importantes funções no corpo humano: 

  • proteção dos tecidos subjacentes;
  • regulação da temperatura somática;
  • conter terminações nervosas sensitivas;
  • Excreção de substâncias pelo suor.

 A pele é o maior órgão do corpo humano, constituindo 16% do peso corporal, sendo o órgão mais pesado do corpo. Ela e dividida em duas camadas: a epiderme,e a derme.

A pele é praticamente idêntica em todos os grupos étnicos humanos. Nos indivíduos de pele escura, os melanócitos produzem mais melanina que naqueles de pele clara, porém o seu número é semelhante.

Epiderme


A epiderme é uma camada com profundidade diferente conforme a região do corpo. Zonas sujeitas a maior atrito como palmas das mãos e pés têm uma camada mais grossa (conhecida como pele glabra por não possuírem pelos), e variam de 0,04 mm até 1,6 mm de espessura.

A epiderme é constituída por um epitélio estratificado pavimentoso queratinizado (células escamosas em várias camadas). A célula principal é o queratinócito (ou ceratinócito), que produz a queratina. A queratina é uma proteína resistente e impermeável responsável pela proteção. Existem também ninhos de melanócitos (produtores de melanina, um pigmento castanho que absorve os raios UV); e células imunitárias, principalmente células de Langerhans, gigantes e com prolongamentos membranares.

A epiderme não possui vasos sanguíneos, porque se nela houvesse vasos ficaria mais sujeita a ser "penetrada" por microorganismos. Os nutrientes e oxigénio chegam à epiderme por difusão a partir de vasos sanguíneos da derme.

Difusão é um processo físico em que substâncias são transportadas de uma região mais concentrada para outra menos concentrada de maneira aleatória e espontânea

A origem da multiplicação celular é a camada basal. Todas as outras são constituídas de células cada vez mais diferenciadas que, com o crescimento basal, vão ficando cada vez mais periféricas, acabando por descamar e cair (uma origem importante do pó que se acumula nos locais onde vivem pessoas ou outros seres vivos).



Camada basal

é o mais profundo, em contacto com derme, constituído por células cúbicas pouco diferenciadas que se dividem continuamente, dando origem a todas as outras camadas. Contém muito pouca queratina. Algumas destas células diferenciam-se e passam para as camadas mais superficiais, enquanto outras permanecem na camada basal e continuam a se dividir.






Camada espinhosa

Células cúbicas ou achatadas com mais queratina que as basais. Começam a formar junções celulares umas com as outras, como desmossomas e tight junctions (daí o aspecto de espinhos).






Camada granulosa

Células achatadas, com grânulos de queratina proeminentes e outros como substâncias outras proteínas (colagénios).





Camada lúcida

Células achatadas hialinas eosinófilas devido a grânulos muito numerosos proteicos. Estas células libertam enzimas que as digerem. A maior parte já está morta (sem núcleo). Estão presentes na pele sem folículos pilosos (pele glabra).





Camada córnea

Constituído de células achatadas eosinófilas sem núcleo (mortas) com grande quantidade de filamentos, principalmente queratinas.




Órgãos Anexos da Epiderme 


  • Folículo piloso: produz uma estrutura maciça queratinizada, o pelo, que é produzido por células especializadas na sua raiz, constituindo o bulbo piloso. Tem músculo liso erector e terminações nervosas sensitivas associadas;
  • Glândulas Sebáceas: tem a função de produzir sebo;
  • Glândulas Sudoríparas: tem a função de produzir e eliminar o suor. 
Derme 


A derme é um tecido conjuntivo que sustenta a epiderme. É constituído por elementos fibrilares, como o colágeno e a elastina e outros elementos da matriz extracelular, como proteínas estruturais, glicosaminoglicanos, íons e água de solvatação. Os fibroblastos são as células envolvidas com a produção dos componentes da matriz extracelular.

A derme é subdividida em duas camadas: a camada papilar em contato com a epiderme, formada por tecido conjuntivo frouxo, e a camada reticular, constituída por tecido conjuntivo denso não modelado, onde predominam as fibras colagenosas. É na derme que se localizam os vasos sanguíneos que nutrem a epiderme, vasos linfáticos e também os nervos e os órgãos sensoriais a eles associados. Estes incluem vários tipos de sensores:
  • Corpúsculo de Vater-Pacini, sensores de adaptação rápida, detectam vibrações ;
  • Corpúsculo de Meissner com função de detecção de pressões de frequência diferente. ;
  • Corpúsculo de Krause, sensíveis ao frio (pele glabra);
  • Órgão de Ruffini, sensíveis ao calor;
  • Célula de Merckel, sensíveis a tacto e pressão;
  • Folículo piloso, com terminações nervosas associadas;
  • Terminação nervosa livre, com dendritos livres sensíveis à dor e temperatura.
A epiderme desempenha as seguintes funções:

  • reservatório energético
  • isolante térmico
  • modela superfície corporal
  • absorção de choque e fixação dos órgãos.
E formada pelas seguintes camadas:
  • Areolar: superficial; adipócitos globulares e volumosos e numerosos e delicados vasos.
  • Lâmina fibrosa: separa a camada areolar da lamelar.
  • Lamelar: mais profunda; aumento da espessura com ganho de peso (hiperplasia).
Hipoderme


A hipoderme ou tecido celular subcutâneo é uma camada de tecido conjuntivo frouxo localizada abaixo da derme, a camada profunda da pele, unindo-a de maneira pouco firme aos órgãos adjacentes. A depender do estado nutricional e da região do corpo, a hipoderme pode conter uma quantidade variável de tecido adiposo.

A hipoderme constitui órgão interior mas não deve ser considerada uma camada da pele.

Célula que compõe a hipoderme: adipocito.
 Fonte:

Introdução à Anatomia.






quinta-feira, 29 de abril de 2021

#Compartilhar: Medicamentos e Introdução a Prescrição médica

 

Para os alunos do módulo 01 do curso de Atendente de Farmácia do Projeto Compartilhar.

Quando falamos de medicamentos estamos falando sobre substâncias (drogas) que necessitam de orientação especial para o uso. As famosas receitas médicas são chamadas de prescrição, elas são entregues aos pacientes para que os mesmos solicitem os seus medicamentos.

Medicamentos Insentos de Prescrição Médica 

São medicamentos que não precisam de prescrição médica, ou seja que não são considerados tão perigosos assim. Exemplo: dipirona. O modo de uso, dosagem e horário e passado pelo farmacêutico atendente (orientação farmacêutica)

Orientação Farmacêutica: quando o farmacêutico indica o medicamento e a forma de usa-lo
Os MIP´s devem ser deixados longe do alcance dos pacientes como consta no paragrafo I do artigo 40 da RDC Anvisa n. 44/2009.


Medicamento Sob Prescrição Médica

Medicamentos sobre prescrição medica são aqueles que se faz necessário a apresentação da prescrição e que apresentam tarja. Em todos eles temos a retenção da receita, sendo que alguns casos a uma  via (xerox) pode ser devolvida ao paciente ou não. A prescrição e diferente tanto em estrutura quanto em armazenamento e o que dita isso e o medicamento que esta sendo requerido. 

Detalhes da dispensação: 
  • Regidos pela Portaria SVS/MS n 344/1998;
  • Não aceitar prescrições  com rasuras, erros ortográficos, sem identificação do médico prescritor e etc;
  • São duas vias liberadas, uma devido ao paciente com carimbo comprovando o atendimento fica retida com data, quantidade do  medicamento, lote do medicamento, rubrica do farmacêutico, e em casos de formulações magistrais (medicamentos ou tratamentos individualizados para uma determinada pessoa, preparados pelo pessoal da farmácia).







Modelo básico de prescrição médica

Deve conter:

-Nome do paciente;
-Nome do médico;
-Número do CRM;
-Endereço do hospital, clínica ou consultório.








Modelo Básico de Prescrição de Controle Espécial

Deve conter: 

-Nome do paciente;
-Nome do médico;
-Número do CRM;
-Endereço do hospital, clínica ou consultório;
-Quantidade em mg;
-Identificação do Comprador;
-Identificação do Fornecedor;





Leis Gerais sobre Armazenagem, Estocagem de Medicamentos 

RDC N.304, de 17 de Setembro de 2019 (que dispõe sobre as práticas de distribuição, armazenagem e de transporte de medicamentos);
Portaria  N.344, de 12 de Maio de 1998, modificada pela resolução  33/2000 (Aprova o regulamento técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial).

quarta-feira, 28 de abril de 2021

#Compartilhar: Diferença de Fármaco e Medicamento, Forma farmacêutica e Via de Administração

 

Para os alunos do módulo 01 do curso de Atendente de Farmácia do Projeto Compartilhar.

Os medicamentos são produtos que contém um ou mais fármacos e são destinados para a prevenção ou tratamento de doenças. Os medicamentos possuem uma forma física, que caracteriza a forma farmacêutica

Fármaco:  é toda substância ativa farmacologicamente, ou seja, que promove um efeito farmacologicamente quando administrada a um organismo. É a substância pura, que irá ser responsável pelo efeito.

Medicamento: e o produto farmacêutico final que pode ter um ou mais fármacos, além de várias outras substâncias com funções de conservantes, secantes, agregantes e etc e que são chamados de excipientes.

Exemplo:

Diovan

Fármaco: 40 mg de valsartano (normalmente o fármaco sempre vem acompanhada do valor em miligramas por decilitro).

Excipientes: celulose microcristalina, crospovidona, dioxido de sílico, coloídal, estearato de magnésio, hipromelose, dioxído de titânio, macrogol, óxido de ferro vermelho e amarelo, ferro preto.


Forma Farmacêutica X Via de Administração

Forma farmacêutica e a mistura do fármaco com os excipientes. As formas farmacêuticas são divididas em:

Sólidos: comprimidos, capsulas, pastilhas e etc;

Semi-Sólidos: gel,cremes, pomadas, pastas;

Líquido: soluções, líquidos para injeção e etc.


Via de Admministração: é o local de entrada do medicamento em um organismo. Elas são divididas em dois grupos:

Via Enteral: é aquela qual o medicamento inicia seu processo de absorção a partir de qualquer parte do trato gastrointestinal (oral, sublíngual, retal e etc);

Via Parenteral: não depende do trato gastrointestinal e se divide em dois grupos: Direta- que utilizam a injeção para inocular o medicamento, Indireto- uso tópico  ou outro tipo de uso.  



sábado, 26 de dezembro de 2020

#Biologia: Lipídios

Bem como os carboidratos, os lipídios são compostos por carbono, oxigênio e hidrogênio. Porém, diferentes dos carboidratos os lipídios tem uma quantidade de carbono e hidrogênio muito maior. Além dessas características estruturais, encontramos essas substâncias ligadas ao fósforo, ao enxofre e ao nitrogênio.

Os exemplos mais comuns de lipídios são os óleos e as gorduras, que compõe a manteiga, margarina, azeite, óleos de cozinha, toucinho, banha  e etc.  Suas funções são as mais diversas, sendo as principais a reserva de energia e a composição de substâncias como membranas celulares, hormônios e vitaminas.

Os Ácidos Graxos 

Quando temos lipídios agrupados eles formam cadeias que chamamos de ácidos graxos, cadeias de carbono cuja extremidade possui um grupo carboxila (COOH), e tem diferentes propriedades dependendo da quantidade de ligações duplas entre os carbonos.


Os ácidos graxos são divididos em dois grupos, os insaturados que tem um ou mais carbonos unidos por ligação dupla e geralmente são líquidos em temperatura ambiente.

Se um temos um ácido graxo insaturado que tem somente um carbono com ligação dupla, falamos que ele é monoinsaturado, se há mais de uma ligação dupla, diz-se que ele é poli-insaturado.

Os saturados não tem nenhuma ligação dupla entre os carbonos, normalmente são sólidos na temperatura ambiente.

As Gorduras

São formados por uma molécula de glicerol (álcool) de três átomos de carbono com de uma á três moléculas de ácido graxo, o mais comum e o triacilglicerol ou triglicéride (um glicerol + três ácidos graxos).

Os triglicérides são uma reserva de energia para animais e plantas, isto porque elas tem o mais alto conteúdo energético entre os nutrientes e por serem moléculas apolares e insolúveis. O acúmulo de gordura ocorre mesmo com uma dieta pobre em lipídio, isso graças a capacidade do corpo  de realizar a interconversão metabólica, no qual nutrientes, como os carboidratos, podem ser convertidos em gordura.

Fosfolipídios 


Fosfolipídeos 


E uma junção de lipídios com fosfato, e é o principal componente das membranas plasmáticas celulares, a cabeça fosfórica é apolar, e as cadeias lipídicas são apolares, sendo assim, esta substâncias tem uma face hidrofóbica e hidrofílica, sendo assim, esta substância e anfipática.

Com todas essas características elas se organizam nas membranas celulares e em soluções aquosas de maneira sua parte polar fica apontado para o exterior, enquanto a face apolar fica pro interior.


membrana plasmática


Fonte:

Voet,Donald; Voet,Judith G. :. Bioquímica - 4ª Ed. 2013

 Harvey A. R; Ferrier R. D. :. Bioquimica ilustrada 5ª Ed. 2012

 Galante F.; Araújo F. M. :. Fundamentos de Bioquímica 2ª Ed. 2014