DESTAQUE
Trabalho para os alunos do Segundo Módulo de Atendente de Farmácia/Compartilhar
Orientações para o Seminário da Saúde dos alunos do Curso de Atendente de Farmácia Cada grupo ficou com um tema sorteado em sala de aula, s...
domingo, 10 de abril de 2022
#Documentário: Origem da Vida na Terra
Bem vindos turma Educafro Ipatinga 2022
Bem vindos alunos da Educafro 2022, sou o professor de biologia e vamos trabalhar com a disciplina.
Foco e força no ENEM 2022.
sábado, 18 de setembro de 2021
Eritropoese e Hemácias
Eritropoiese é o processo de produção de eritrócitos, também denominados como hemácias ou células vermelhas do sangue. Eritrócitos têm aparência de um disco bicôncavo, eles não possuem núcleo e contêm hemoglobinas, com cadeias alfa e beta.
Regulação da eritropoiese
Um ciclo de feedback envolvendo o hormônio eritropoietina ajuda a regular o processo de eritropoiese de modo que a produção de eritrócitos é igual à sua destruição, e esse número é suficiente para manter níveis adequados de oxigênio no tecido, mas não tão alto para causar trombose ou acidente vascular cerebral. A eritropoietina é produzida no rim e no fígado em resposta a baixos níveis de oxigênio.
Além do estímulo da eritropoetina, o organismo de qualquer animal precisa de diversas substâncias para produzir glóbulos vermelhos, entre estas substâncias estão:
- Aminoácidos e proteínas provenientes dos alimentos, especialmente leite, ovos e fígado;
- Vitaminas diversas, principalmente riboflavina (B2 ou G), piridoxina (B6), niacina (B3, PP ou ácido nicotínico), ácido fólico (B9, M ou folacina), tiamina (B1 ou F) e cobalamina (B12 ou cianocobalamina), esta última indispensável nas divisões celulares das fases nucleadas dos eritrócitos;
- Minerais, entre eles ferro, que é o principal componente do heme (hemoglobina); cobalto, necessário na síntese da vitamina B12 e o cobre, agente catalisador da eritropoese e cofator da enzima ALA-desidrase, que participa da síntese do heme;
- Lipídeos, componentes da membrana citoplasmática dos eritrócitos, sendo que o colesterol é o regulador da resistência osmótica da célula.
Proeritroblasto
É a maior célula eritrocitária, com um núcleo que ocupa ⅘ de todo seu espaço e há também a presença de dois nucléolos. Rica em ribossomos, possui nenhuma ou pouca hemoglobina sintetizada. Sofre mitose e dá origem a dois eritroblastos basófilos.
Eritroblasto basófilo
Com a mitose do proeritroblasto, ocorre diminuição do tamanho celular. O tamanho ocupado pelo núcleo na célula também diminui e permite-se a observação de cromatina distribuída homogeneamente em seu núcleo. Há início da síntese de hemoglobina nessa fase.
Eritroblasto policromático e ortocromático
Nessa fase há um considerável aumento na produção de hemoglobina na célula, além de uma considerável diminuição do núcleo, que passa a compor ¼ de seu tamanho original quando passamos para a fase de eritroblasto ortocromático. Nesta, observa-se um deslocamento do núcleo celular até a periferia da membrana, onde ocorre a extrusão desse. Após essa ocorrência, a célula passa a ser um reticulócito.
Reticulócito
Anucleado, contém porções de complexo de Golgi, mitocôndrias e ribossomos, porém durante essa fase ocorre a perda desses. A célula dessa fase atua como uma resposta do sistema eritropoiético a um grave estresse, como anemia aguda ou injeções de vitamina B-12, ferro ou eritropoietina.
Eritrócito
Célula principal do transporte de gases no corpo humano, possui forma discoide e bicôncava, o que facilita a troca gasosa com ela. Desprovida de organelas e núcleo, tem como principal proteína citoplasmática a hemoglobina, a qual será citada mais a frente. Com um ciclo celular de, aproximadamente, 120 dias.
Diabetes Mellitus
Diabetes mellitus, ou simplesmente diabetes, é um grupo de doenças metabólicas em que se verificam níveis elevados de glicose no sangue durante um longo intervalo de tempo.
Os sintomas
- Polaquiúria (necessidade frequente de urinar)
- Polidipsia (aumento da sede)
- Polifagia (aumento da fome)
Tipos
Diabetes mellitus tipo 1 resulta da produção de quantidade insuficiente de insulina pelo pâncreas. Este tipo era anteriormente denominado "diabetes insulino-dependente". As causas são desconhecidas.
Diabetes mellitus tipo 2 tem origem na resistência à insulina, uma condição em que as células do corpo não respondem à insulina de forma adequada. À medida que a doença avança, pode também desenvolver-se insuficiência na produção de insulina.Este tipo era anteriormente denominado "diabetes não insulino-dependente". A principal causa é peso excessivo e falta de exercício físico.
Diabetes gestacional é a condição em que uma mulher sem diabetes apresenta níveis elevados de glicose no sangue durante a gravidez.
Valores de Referência
- abaixo de 100 mg/dl (normal)
- entre 100 e 150 mg/dl (pre-diabetico)
- acima de 150 mg/dl (diabético)
- Metformina
- Insulina
sábado, 4 de setembro de 2021
domingo, 29 de agosto de 2021
Insulina
Insulina é uma hormona responsável pela redução da glicemia (taxa de glicose no sangue), ao promover a entrada de glicose nas células. Esta é também essencial no metabolismo de sacáridos (hidrato de carbono), na síntese de proteínas e no armazenamento de lípidos (gorduras).
É produzida nas células beta das ilhotas de Langerhans, do pâncreas endócrino. Atua numa grande parte das células do organismo, como nas células presentes no fígado, em músculos e no tecido adiposo, contudo não atua em células específicas cujos transportadores membranares não são sensíveis à insulina, como é o caso das células nervosas.
Ação em nível celular e metabólico
Ações no metabolismo dos carboidratos
- Aumento da permeabilidade celular à glicose, exceto nas células nervosas. Esse efeito é marcante nas células musculares, as quais são pouco permeáveis à glicose em condições de repouso, utilizando principalmente ácidos graxos para produção de energia.
- Aumento da síntese de glicogênio: a insulina induz à armazenagem de glicose nas células, principalmente do fígado e dos músculos, na forma de glicogênio (glicogênese). Já a diminuição dos níveis de insulina ocasiona a conversão do glicogênio de volta a glicose pelas células do fígado e a excreção da substância no sangue (glicogenólise).
- Inibição da fosforilase hepática, enzima responsável pela quebra do glicogênio em glicose (glicogenólise).
- Aumento da captura de glicose pelas células hepáticas. Isso se dá através do aumento da atividade da enzima glicoquinase, responsável pela fosforilação inicial da glicose, processo que não permite a saída da molécula da célula.
- Aumento da atividade da enzima glicogênio sintetase, responsável pela polimerização de moléculas de glicose em glicogênio.
- O excesso de glicose, que não pode ser convertido em glicogênio no fígado, é encaminhado para a conversão a ácidos graxos sob ação da insulina.
- Redução da gliconeogênese no fígado pela diminuição da quantidade e atividade das enzimas hepáticas necessárias a esse processo. A falta de insulina induz à produção de glicose no fígado e em outros locais do corpo.
As ações da insulina no metabolismo humano como um todo incluem
- Controle da quantidade de certas substâncias que entram nas células, principalmente glicose nos tecidos muscular e adiposo (que são aproximadamente 2/3 das células do organismo).
- A insulina, mais precisamente,
- Aumento da replicação de DNA e de síntese de proteínas via o controle de fornecimento de aminoácidos;
- Modificação da atividade de inúmeras enzimas (controle alostérico)
As ações nas células incluem:
- Aumento da síntese de ácidos graxos: a insulina induz à transformação de glicose em triglicerídeos pela células adiposas; a falta de insulina reverte o processo.
- Aumento da esterificação de ácidos graxos: estimula o tecido adiposo a compor triglicerídeos a partir de ésteres de ácidos graxos; a falta de insulina reverte o processo.
- Redução da proteólise: estimula a diminuição da degradação proteica; a falta de insulina aumenta a proteinólise.
- Redução da lipólise: estimula a diminuição da conversão de suprimento de lipídeos contido nas células adiposas em ácidos graxos sanguíneos; a falta de insulina reverte o processo.
- Aumento do consumo de aminoácidos: induz células a absorver aminoácidos circulantes; a falta de insulina inibe a absorção;
- Aumento do consumo de potássio: induz células a absorver potássio plasmático; a falta de insulina inibe a absorção;
- Tônus dos músculos arteriais: induz a musculatura das paredes arteriais ao relaxamento, o que aumenta o fluxo sanguíneo especialmente em microartérias; a falta de insulina reduz o fluxo por permitir a contração desses músculos. Existem dois tipos de liberação a liberação aguda e a liberação sob secreção.
Conhecendo o Pâncreas
O pâncreas é uma glândula de aproximadamente 15 cm de extensão fazendo parte do sistema digestivo e endócrino dos seres humanos que se localiza atrás do estômago e entre o duodeno e o baço. Ele é tanto exócrino (secretando suco pancreático, que contém enzimas digestivas) quanto endócrino (produzindo muitos hormônios importantes, como insulina, glucagon, somatostatina e amilina). Divide-se em cabeça, corpo e cauda. O pâncreas é um órgão produtor de enzimas, proteínas que aumentam a rapidez das transformações químicas.
Artérias e veias
O pâncreas é suprido arterialmente pelas artérias pancreaticoduodenais: A artéria mesentérica superior que origina as artérias pancreaticoduodenais inferiores A artéria gastroduodenal que origina as artérias pancreaticoduodenais superiores A artéria esplênica que origina as artérias pancreáticas.
A drenagem venosa é feita através das veias pancreáticas que são tributárias das veias esplênica e mesentérica superior, no entanto a maioria delas terminam na veia esplênica. A veia porta hepática é formada pela união da veia mesentérica superior e veia esplênica posteriormente ao colo do pâncreas. Geralmente a veia mesentérica inferior se une à veia esplênica atrás do pâncreas (em outras pessoas ela simplesmente se une à veia mesentérica superior).
O pâncreas produz o suco pancreático que age no processo digestivo, pois possui enzimas digestivas. Esta glândula também é responsável pela produção de hormônios como, por exemplo, insulina, somatostatina e glucagon.
- Círculos claros (ilhotas de Langerhans) pâncreas endócrino: secreta hormônios que regulam os níveis de glicose sanguíneos
- Tecido escuro circundante ou ácino pancreático pâncreas exócrino: produz enzimas que digerem o alimento
domingo, 13 de junho de 2021
#Educafro: Lista de Exercícios de Biologia 01
Lista de Exercícios para a turma de Biologia do Educafro
1) Quais as características dos seres vivos primitivos ?
2) O que são seres anaeróbios ?
3) Descreva o Dogma Central da Genética ?
4) Diferencie DNA de RNA.
5) Como se da o processo de transcrição ?
6) Qual a função do RNA Polimerase ?
7) O que são os íntrons ?
8) Quais as bases nitrogenadas do DNA e do RNA ?
9) Diferencie Gene, Genoma, Genótipo e Fenótipo.
10) Diferencie Homozigoto de Heterozigoto.
11) O que é a mitose ?
12) Quais as substâncias orgânicas e inorgânicas que compõe os seres vivos ?
13) Quais as funções das proteínas ?
14) Qual a importância dos lipídeos para a membrana plasmática.
15) Diferencie monossacarídeo, oligossacarídeo e polissacarídeo.
16) Diferencie reproduções assexuada de sexuada.
17) O que são os vírus e quais suas principais características ?
18) Descreva a replicação viral ?
domingo, 6 de junho de 2021
Lista de Exercícios #1 - Infraestrutura das Farmácias
1) Quais os ambientes mais comuns existentes em uma Farmácia ?
2) O que é um POP ?
3) O que deve ser observado na hora do recebimento dos produtos farmacêuticos ?
4) Quais as características do piso, das paredes e do teto do estabelecimento farmacêutico ?
5) Quais itens devem constar nos sanitários?
6) Qual o procedimento do balconista em casos de suspeita de falsificação de medicamento ?, descreva com riqueza de detalhes.
7) Qual autoridade deve ser procurada em casos de falsificação de medicamentos:
( ) Polícia Civil
( ) Polícia Militar
( ) Autoridade Sanitária Local
( ) PROCOM
8) Complete as lacunas abaixo:
O armazenamento dos medicamentes devem considerar as especificações do fabricante e deve garantir a ( ) dos produtos. Os produtos devem ser armazenados em ( ) ou ( ) desde que seja afastados do ( ). Para os medicamentos sujeitos a controle especial ( ) a farmácia precisa manter um ( ).
9) O que é segregação farmacêutica ?
10) Diferencie EPI´s de EPC´s
sábado, 5 de junho de 2021
Trabalho para os alunos do Segundo Módulo de Atendente de Farmácia/Compartilhar
- 13 de Julho: me entregar a parte escrita do Seminário, a parte escrita impressa e encadernada em mãos e uma cópia em pdf;
- 20 de Julho: Apresentação do trabalho.
- Espaçamento – Apenas dois espaços simples devem separá-las.
- Alinhamento- Alinhamento à esquerda
- Ordenação- Devem ser ordenadas alfabeticamente de forma ascendente. Mas atenção: não devem ser considerados os artigos definidos e indefinidos, no momento de pôr em ordem alfabética.
- Títulos e Subtítulos devem ser separados usando-se dois pontos.
Exemplo: QUEIRÓZ, E. O Primo Basílio: 25. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 1878
Exemplo: ADES, L.; KERBAUY, R. R. Análise sobre o Comportamento de Compra: 5. ed. São Paulo: Editora USP, 2002
Exemplo: SILVA, L. et al. Como a Poluição Afeta nossa Saúde. 1 ed. Curitiba: Editora Sol Nascente, 2002.
LIVROS – Autor é desconhecido:
TÍTULO EM CAIXA ALTA – Cidade- Editora – ano de publicação- página
Exemplo: AS VÁRIAS FACES DA SAÚDE, São Paulo: Editora Academia, 1994. p.134
Referências Bibliográficas de SITES (LINKS da Internet)
Retirou algumas informação de algum site relevante? Neste caso, use:
SOBRENOME DO AUTOR – nome do autor – título do Artigo – Ano – link – data de acesso (antes da data acrescenta-se a expressão acesso em:). O nome do autor pode ser omitido.
Exemplo: TCC NÃO É MAIS OBRIGATÓRIO SEGUNDO PORTARIA DO MEC. UOL. Disponível em: <www.portalglobo.blog.br/2016/07/tcc-nao-e-mais-obrigatorio-segundo.html>. Acesso em: 10 nov. 2016.
Artigo de Revista
AUTOR DO ARTIGO. Título do artigo. Título da Revista, (abreviado ou não) Local de Publicação, Número do Volume, Número do Fascículo, Páginas inicial-final, mês e ano.
Teses; Dissertações E Trabalho De Conclusão De Curso
AUTOR, Nome abreviado. Título (itálico). Ano de Apresentação. Número de Folhas. Categoria – Insitituição, Local, ano.
Exemplo: Carvalho, João Soares, A Metodologia nas Humanidades. 1994. 20f. Dissertação de Mestrado – Universidade Portuguesa, Lisboa, 1994.
Fonte:
sexta-feira, 4 de junho de 2021
Metabolismo dos medicamentos
Metabolismo das drogas refere-se ao processo metabólico das drogas, sua modificação bioquímica ou degradação, geralmente através de sistemas enzimáticos especializados. É uma forma de metabolismo xenobiótico. O metabolismo das drogas geralmente converte compostos químicos lipofílicos em produtos mais prontamente excretados. Sua taxa é um determinante importante da duração e intensidade da ação farmacológica das drogas.
Fase I (Biotransformação)
Oxidação
- Citocromo P450
- Sistema de monooxigenases possuidoras de flavina
- Álcool desidrogenase 6 e Aldeído desidrogenase
- Monoamina oxidase
- Co-oxidação por peroxidases
Redução
- Citocromo P450 redutase
- Citocromo P450 reduzido
Hidrólise
- Esterases e amidases
- Epóxido hidrolase
Fase II ( Conjugação )
Enzimas que fazem conjugação com proteínas:
- Glutatione transferases
- biossíntese de ácido mercaptúrico
- glicoronato transferases
- N-acetiltransferases
- N-acil aminoácido transferases
- Sulfotransferases
Glucorunidação: ácido carboxilico, álcool, fenol, aminas
Acetilação: aminas
Sulfatação: álcool, fenol, amina
Conjugação Glutationa: compostos halogenados
Pulmão e a via inalatória
O pulmão é o órgão do sistema respiratório, responsável pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. Sua principal função é oxigenar o sangue e eliminar o dióxido de carbono do corpo. São dois órgãos de forma piramidal, de consistência esponjosa medindo mais ou menos 25 centímetros de comprimento que localizam-se dentro da caixa torácica, revestidos externamente por uma membrana chamada pleura.
Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobs (pronuncia-se "lóbos", com a primeira vogal aberta). O pulmão esquerdo possui dois lobs e o direito possui três.
O pulmão direito é o mais espesso e mais largo que o esquerdo, é também um pouco mais curto pois o diafragma é mais alto no lado direito para acomodar o fígado. O pulmão esquerdo tem uma concavidade que é a incisura cardíaca.
A base de cada pulmão apóia-se no diafragma, órgão músculo-membranoso que separa o tórax do abdome, presente apenas em mamíferos, promovendo, juntamente com os músculos intercostais, os movimentos respiratórios. Localizado logo acima do estômago, o nervo frênico controla os movimentos do diafragma.
Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolo e alvéolos pulmonares. Os alvéolos totalizam-se em um total de 4 milhões e são estruturas saculares (semelhantes a sacos) que se formam no final de cada bronquíolo e têm em sua volta os chamados capilares pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono dos capilares para o alvéolo.
Nos pulmões os brônquios ramificam-se intensamente, dando origem a tubos cada vez mais finos, os bronquíolos. O conjunto altamente ramificado de bronquíolos é a árvore brônquica ou árvore respiratória.
Cada bronquíolo termina em pequenas bolsas formadas por células epiteliais achatadas (tecido epitelial pavimentoso) recobertas por capilares sanguíneos, denominadas alvéolos pulmonares.
Respiração: Na respiração pulmonar o ar entra e sai dos pulmões devido à contração e ao relaxamento do diafragma. Quando o diafragma se contrai, ele diminui a pressão nos pulmões e o ar que está fora do corpo entra rico em oxigênio O2; processo chamado de inspiração.
Quando o diafragma relaxa, a pressão dentro dos pulmões aumenta e o ar que estava dentro agora sai com o dióxido de carbono; processo denominado de expiração.
As pessoas podem parar de respirar mas ninguém consegue ficar sem respirar por mais de alguns minutos, porque a concentração de dióxido de carbono no sangue fica tão alta que o corpo não consegue mais fornecer energia para as células e o bulbo (parte do sistema nervoso que forma o encéfalo) manda impulsos nervosos para o diafragma e os músculos intercostais, para que se contraiam e a respiração volte a ser executada normalmente.
Via Inalatória
- Verifique a prescrição médica;
- Agite o recipiente do inalador;
- Retire a tampa do recipiente, vire-o de cabeça para baixo e introduza o bico no pequeno orifício localizado na parte achatada do bocal;
- Quando ele começar a inalar, comprima (apenas uma vez) o recipiente do medicamento para dentro da estrutura plástica do inalador para liberar uma dose graduada do medicamento;
- Peça ao paciente para prender a respiração por alguns segundos.
Anatomia do Olho e via de Administração ocular
O olho é o órgão responsável pelo sentido da visão. Encontrado em todos os animais vertebrados, ele é localizado em cavidades ósseas no crânio chamadas órbitas. Sua tarefa é converter as ondas de luz emitidas ou refletidas por objetos em impulsos elétricos, que serão enviados ao cérebro. Todas as informações fornecidas por este órgão fotorreceptor têm um papel dominante para a interpretação do mundo pelo ser humano.
O poder de usar a informação visual não depende apenas de ver, mas também de compreender o que foi visto. A compreensão das informações visuais – reconhecimento de contornos, cores e da relação com outros objetos – depende da forma como as células sensíveis à luz da retina estão conectadas com o sistema nervoso. Portanto, a função dos olhos no ser humano vai além da forma como a imagem visual é convertida em mensagem, ou seja, ela abrange também o campo de interpretação desta mensagem.
O olho é um órgão fotorreceptor e um conversor de energia luminosa em energia elétrica, ou impulsos nervosos, além de ser um eficiente transportador destes impulsos para o cérebro. Para desempenhar todas essas funções, ele conta com um complexo mecanismo constituído por várias camadas de tecidos especializados.
São músculos, nervos, veias sanguíneas e lente que se ligam para permitir a rotação do globo ocular e a focalização das imagens. O nervo óptico, por sua vez, faz a conexão entre o globo ocular e o sistema nervoso central.
O interior do olho é preenchido por um fluido que, juntamente com a camada de tecido externa, mantém a forma arredondada, protegendo o olho contra forças mecânicas exteriores. Da mesma forma, uma membrana mais externa ainda, denominada de conjuntiva, recobre a superfície interior das pálpebras e a superfície anterior do globo ocular. Ela produz muco para lubrificação do olho, evitando o ressecamento.
As três camadas de tecido que constituem o globo ocular, ou túnicas, são: fibrosa (externa), vascular (intermédia) e nervosa (interna). A primeira é composta pela esclera e a córnea. A esclera dá forma e proteção ao olho, além de sustentação para os músculos que o movimentam. Ela é a membrana branca e opaca encontrada na maior parte de sua superfície. A parte restante e frontal do globo é recoberta pela córnea, membrana transparente que atua como uma lente convergente.
Coróide, corpo ciliar, íris e cristalino (lente) são encontrados na túnica vascular. Estes elementos estão relacionados, respectivamente, com a nutrição e proteção do olho, sustentação e mudança da espessura do cristalino e bloqueio do excesso de luz que poderia queimar a retina. A retina é a túnica nervosa, propriamente dita. Está repleta de fotorreceptores – cones e bastonetes – para a percepção visual, além de células bipolares e ganglionares para a transmissão dos impulsos visuais para o nervo óptico.
Funcionamento
A córnea permite a passagem de ondas de luz para o interior do globo ocular. Mas, nem toda a luz atinge a área posterior do olho, revestida pela retina. Isto porque, a íris – um músculo contrátil opaco e pigmentado em sua superfície – regula a quantidade de luz adequada que poderá penetrar no olho. Este músculo, que dá a cor aos nossos olhos, opera como um diafragma ao aumentar ou diminuir uma abertura em seu centro, a pupila. O recurso evita que uma quantidade excessiva de luz possa queimar a retina.
Imediatamente atrás da íris, o cristalino toma a espessura adequada para focar o feixe de luz na retina, conforme constrição ou relaxamento do corpo ciliar ligado a ele. O feixe de luz chega à retina invertido, como a imagem de um espelho, e de ponta-cabeça devido à refração da luz pelo cristalino.
A retina é como um filme fotográfico. Ela contém células receptoras pigmentadas – cones e bastonetes – que convertem a luz em pulsos elétricos. Outras células da retina, bipolares e ganglionares fazem a coleta destes pulsos. Os impulsos de várias células receptoras são coletados por uma única célula ganglionar. Esta convergência aumenta a intensidade de luz, ou seja, uma luz fraca estimulando mil bastonetes produz um estímulo fortíssimo.
Os impulsos intensificados são levados pelo nervo óptico ao cérebro. Olhos e cérebro trabalham em conjunto para transformar ondas de luz em sensações que conhecemos por visão.
Doenças relacionadas
- Astigmatismo
- Câncer de olhos
- Catarata
- Cegueira noturna
- Conjuntivite
- Daltonismo
- Degeneração macular
- Estrabismo
- Glaucoma
- Hipermetropia
- Miopia
- Neurite óptica
- Retinite pigmentosa
- Retinopatia diabética
- Síndrome dos olhos secos
- Tracoma
Via Ocular
- Abrir o frasco, sem contaminar a sua parte superior
- Orientar o cliente a olhar para cima e para o lado externo
- Puxar a pálpebra com a mão não dominante, instilar as gotas prescritas a
- distância de 1 a 2 cm;
- Liberar a pálpebra e solicitar ao cliente que feche os olhos delicadamente, sem
- apertar as pálpebras;
- Repetir os passos no outro olho;
- Remover o excesso da medicação no canto do olho externo, se houver,
- utilizando gazes ou lenços descartáveis;
- Solicitar ao cliente que permaneça com os olhos fechados por 3 minutos.
Fontes
domingo, 30 de maio de 2021
O Sistema Muscular e via de Administração muscular
- gerar movimento
- gerar força.
- Despolarização do sarcolema;
- estimulação do retículo sarcoplasmático;
- ação do cálcio e de ATP, provocando o deslizamento da actina sobre a miosina (é a contração muscular).
- Podem contrair-se e encurtar, tornando-se mais tensos e duros, em resposta a um estímulo vindo do sistema nervoso;
- Podem ser distendidos, aumentando o seu comprimento;
- Podem retornar à forma e ao tamanho original.
- Deltóide: o paciente pode estar sentado ou deitado, com o antebraço flexionado sobre o tórax. Medir quatro dedos abaixo do acrômio.
- Dorso-glúteo: deitado em decúbito lateral e aplicar somente no quadrante superior externo. Delimitam-se os quadrantes com traçado de 2 eixos: um horizontalmente, com origem na saliência mais proeminente da região sacra; e outro verticalmente, passando pelo centro da região glútea.
- Reto femoral e vasto lateral: sentado com a perna flexionada, ou deitado com o membro estendido. Aplicar a injeção no terço médio.
- Ventroglutea ou de Hochstetter: aplicada no músculo médio, o paciente pode ficar lateral ou ventral.
- Limpe a pele com algodão e álcool, e aguarde a pele secar;
- Com os dedos polegar e indicador, da sua mão não dominante, agarre suavemente a pele do local da injeção;
- Posicione a seringa em um ângulo de 90 graus em relação à epiderme, com o bizel da agulha lateralizado. Insira a agulha rápida e firmemente através das camadas dérmicas, profundamente até o músculo;
- Após a injeção, remova a agulha em um ângulo de 90 graus;
- Massageie o músculo relaxado para ajudar a distribuir a medicação e ajudar a promover a absorção.
- Com os dedos polegar e indicador, da sua mão não dominante, agarre suavemente a pele do local da injeção
- Posicione a seringa em um ângulo de 90 graus em relação à epiderme, com o bizel da agulha lateralizado. Insira a agulha rápida e firmemente através das camadas dérmicas, profundamente até o músculo;
- Após a injeção, remova a agulha em um ângulo de 90 graus;
- Massageie o músculo relaxado para ajudar a distribuir a medicação e ajudar a promover a absorção.
O Trato Gastrointestinal
O aparelho digestivo ou sistema digestório é o sistema responsável por obter dos alimentos ingeridos os nutrientes necessários às diferentes funções do organismo, como crescimento, energia para reprodução, locomoção, etc. É composto por um conjunto de órgãos que têm por função a realização da digestão. A sua extensão desde a boca até o ânus mede seis a nove metros num ser humano adulto.
O trato gastrointestinal e dividido em dois:
Trato gastrointestinal superior
O trato gastrointestinal superior é composto pela boca, pela faringe, pelo esôfago e pelo estômago.
Na boca, ocorre o processo de mastigação que, junto com a salivação, secreção das glândulas salivares (água, muco e enzima), degrada o amido pela ação da ptialina (que inicia o processo de digestão dos carboidratos presente no alimento), em maltose, e ainda faz os movimentos impulsionatórios que ajudam a deglutir o alimento, fazendo-o passar ao esôfago
A faringe pertence tanto ao sistema respiratório como ao digestório. Ela auxilia no processo de deglutição (ato de engolir). O esôfago é o canal de passagem para onde o bolo alimentar é empurrado por meio de contrações musculares (movimentos peristálticos) até o estômago
No estômago, inicia-se o processo de quimificação, no qual atua a pepsina, enzima que transforma (quebra) as proteínas em peptídeos (cadeias menores de aminoácidos). O estômago é um órgão em formato de bolsa com o pH em torno de 2 (muito ácido). Ele pode ficar horas misturando o bolo alimentar em seu interior com a secreção gástrica (água, muco, ácido clorídrico e enzimas). O bolo alimentar torna-se mais líquido e ácido passando a se chamar quimo e vai sendo, aos poucos, encaminhado para o duodeno.
Trato gastrointestinal inferior
O trato gastrointestinal inferior é composto por 4 órgãos : Intestino delgado, Intestino grosso, Reto, Ânus.
O intestino delgado é um tubo longo, com mais de seis metros de comprimento, que se inicia no estômago. Para adaptar-se ao espaço da cavidade abdominal, faz múltiplas curvas, chamadas de alças intestinais. É nele que se inicia a absorção dos alimentos, por meio das vilosidades que recobrem sua superfície interna. As membranas das próprias células do epitélio intestinal apresentam, por sua vez, dobras microscópicas denominadas microvilosidades. O intestino delgado também absorve a água ingerida, os íons e as vitaminas. Em sua parede são produzidas as enzimas: peptidase (digestão de proteínas), maltase (digere a maltose), lactase (digere a lactose) e a sacarase (digere a sacarose).
O intestino delgado se divide em duodeno, jejuno e íleo.
O duodeno é a primeira parte do intestino delgado. Iniciando no piloro, ele realiza parte de seu trajeto atrás do peritônio, onde penetra para se ligar ao jejuno. Em forma de C, ele se divide em quatro partes: uma oblíqua, uma descendente, uma horizontal e uma ascendente, que se liga ao jejuno pela flexura duodenojejunal, ou ângulo de Treliz. Seu primeiro segmento é mais largo, e é conhecido como ampola, ou bulbo duodenal. No duodeno são lançadas a secreção do fígado, que chega pelo ducto colédoco, e a do pâncreas, que chega pelo ducto pancreático.
No jejuno ocorre a maior parte da absorção dos alimentos. Ligado ao duodeno pela flexura duodenojejunal, ele se liga ao íleo em um ponto de junção ainda pouco conhecido, em virtude das semelhanças entre estes dois segmentos do intestino. O íleo, por sua vez, conecta-se ao intestino grosso pelo ósteo ileal, que permite a passagem dos restos alimentares e impede seu retrocesso
O intestino grosso é dividido em quatro partes: Cólon ascendente (inclui o ceco, onde está localizado o apêndice), cólon transverso, cólon descendente, sigmóide e o reto. É o local de absorção de água, tanto a ingerida quanto a das secreções digestivas. Glândulas da mucosa do intestino grosso secretam muco, que lubrifica as fezes, facilitando seu trânsito e eliminação pelo ânus. Fortíssimas ondas peristálticas, denominadas ondas de massa, ocorrem eventualmente e são capazes de propelir o bolo fecal, que se solidifica cada vez mais, em direção às porções finais do tubo digestório: os cólons, sigmoide e reto. São parte do intestino grosso:
- Ceco: É a porção inicial do intestino grosso segmento de maior calibre, que se comunica com o íleo. Para impedir o refluxo do material proveniente do intestino delgado, existe uma válvula localizada na junção do íleo com o ceco - válvula ileocecal. No fundo do ceco encontramos uma ponta chamada apêndice cecoide ou vermicular.
- Apêndice: É uma pequena extensão tubular terminada em fundo cego. Embora preso ao tubo digestivo e classificado como órgão acessório da digestão, o apêndice não é funcionalmente importante no processo digestório. Sua inflamação, denominada apendicite, é uma séria condição clínica que frequentemente exige intervenção cirúrgica.
- Cólon: É a região intermediária, um segmento que se prolonga do ceco até o ânus.
- Sigmoide: O sigmoide ou porção pélvica, é a seção do intestino grosso que liga a porção transversal do mesmo ao reto. Recebe o nome sigmoide pela sua aparência que lembra a letra "S" do alfabeto grego (sigma). O nome porção pélvica refere-se à região em que se encontra. É caracterizado por ser a parte do intestino na qual os movimentos peristálticos fazem maior pressão no bolo alimentar a fim de solidificá-lo e transformá-lo em fezes.
- Reto: É a parte final do tubo digestivo e termina no canal anal. Tem geralmente três pregas no interior e é uma região bem vascularizada. Pode ser examinado através do toque retal, retoscopia ou retosigmoideoscopia. É no canal anal que ocorrem as hemorroidas que nada mais são que varizes nas veias retais inferiores.
O ânus é o último órgão do sistema, localizado na extremidade do intestino grosso. Controla a saída das fezes.
sexta-feira, 30 de abril de 2021
#Compartilhar: Injeções Intradérmica, Subcutânea e Inoculação Transdérmica
Via Intradérmica
Para os alunos do módulo 01 do curso de Atendente de Farmácia do Projeto Compartilhar.
Essa é uma via muito restrita usada para pequenos volumes, sendo a solução introduzida na camada superficial da pele, chamada derme. A via intradérmica é uma via de absorção muito lenta, utilizada principalmente nas seguintes situações:
- Para a administração da vacina BCG-ID;
- Para a realização de prova de hipersensibilidade, como o PPD.
O local mais apropriado é a face anterior do antebraço, por ser pobre em pelos, com pouca pigmentação, pouca vascularização e de fácil acesso para leitura. O volume máximo indicado a ser introduzido por essa via é de 0,5 ml, sendo que para a vacina BCG o volume a ser administrado corresponde a 0,1 ml.
A seringa mais apropriada para a injeção intradérmica é a de 1 ml, que possui escalas de frações em mililitros (0,1 ml). A agulha deve ser pequena, fina e com bisel curto, que na prática denominamos de agulha 13 X 4,5. Os seguintes procedimentos devem ser realizados na administração:
- Lavar as mãos;
- Escolher o local da administração;
- Fazer a limpeza da pele, caso necessário;
- A limpeza da pele deve ser feita com água e sabão;
- O álcool comum não deve ser utilizado pela sua baixa volatilidade (demora a secar) e pelo baixo poder antisséptico;
- Em situações excepcionais (vacinação na zona rural e em ambiente hospitalar), utilizar o álcool a 70%;
- Na injeção intradérmica, especialmente, o uso do álcool não é indicado por evitar uma possível interação com o líquido injetável, em face da presença dos poros e pelo fato de o líquido ser depositado muito próximo da epiderme;
- Segurar firmemente com a mão o local, distendendo a pele com o polegar e o indicador;
- Introduzir a agulha, paralelamente à pele, com o bisel voltado para cima, até que o mesmo desapareça;
- Injetar a solução lentamente, com o polegar na extremidade do êmbolo, até introduzir toda a dose;
- Retirar o polegar da extremidade do êmbolo e a agulha da pele;
- Lavar as mãos;
- Imediatamente após a injeção da solução aparece no local uma pápula de aspecto esbranquiçado e poroso (tipo casca de laranja), com bordas bem nítidas e delimitadas;
- A pápula formada desaparece posteriormente.
- Seringas de 1, 3 ou 5 ml;
- Agulhas de 13 x 4,5 mm.
- Analisar a prescrição médica;
- Realizar a sepsia das mãos;
- Preparar os materiais;
- Realizar a sepsia do local de punção (com álcool a 70%);
- Introduzir a agulha com bisel para cima, com rapidez e firmeza;
- Aspirar, observando se a agulha atingiu algum vaso sanguíneo;
- Injetar o líquido lentamente;
- Retirar a seringa com a agulha, em movimento único e firme;
- Fazer leve compressão no local com algodão seco;
- Lavar as mãos.
- Realize a lavagem do local de aplicação do adesivo;
- Escolha uma área plana e vascularizada: parte superior do tronco, parte superior do braço, parte superior, inferior das costas ou do lado do tórax.
- A pele não pode estar irritada ou lesionada.
#Compartilhar: Sistema Tegumentar (Pele)
Para os alunos do módulo 01 do curso de Atendente de Farmácia do Projeto Compartilhar.
Sistema tegumentar é o conjunto de estruturas que formam o revestimento externo dos seres vivos. Esse revestimento externo é chamado de tegumento ou integumento e nos vertebrados também é chamado de pele.
A Pele
A pele, também conhecida como cútis, em anatomia, é o órgão integrante do sistema tegumentar ( junta ou comunica o cabelo e pelos, unhas, glândulas sudoríparas e sebáceas).
Ela desempenha importantes funções no corpo humano:
- proteção dos tecidos subjacentes;
- regulação da temperatura somática;
- conter terminações nervosas sensitivas;
- Excreção de substâncias pelo suor.
A pele é o maior órgão do corpo humano, constituindo 16% do peso corporal, sendo o órgão mais pesado do corpo. Ela e dividida em duas camadas: a epiderme,e a derme.
A pele é praticamente idêntica em todos os grupos étnicos humanos. Nos indivíduos de pele escura, os melanócitos produzem mais melanina que naqueles de pele clara, porém o seu número é semelhante.
Epiderme
A epiderme é uma camada com profundidade diferente conforme a região do corpo. Zonas sujeitas a maior atrito como palmas das mãos e pés têm uma camada mais grossa (conhecida como pele glabra por não possuírem pelos), e variam de 0,04 mm até 1,6 mm de espessura.
A epiderme é constituída por um epitélio estratificado pavimentoso queratinizado (células escamosas em várias camadas). A célula principal é o queratinócito (ou ceratinócito), que produz a queratina. A queratina é uma proteína resistente e impermeável responsável pela proteção. Existem também ninhos de melanócitos (produtores de melanina, um pigmento castanho que absorve os raios UV); e células imunitárias, principalmente células de Langerhans, gigantes e com prolongamentos membranares.
A epiderme não possui vasos sanguíneos, porque se nela houvesse vasos ficaria mais sujeita a ser "penetrada" por microorganismos. Os nutrientes e oxigénio chegam à epiderme por difusão a partir de vasos sanguíneos da derme.
Difusão é um processo físico em que substâncias são transportadas de uma região mais concentrada para outra menos concentrada de maneira aleatória e espontânea.
A origem da multiplicação celular é a camada basal. Todas as outras são constituídas de células cada vez mais diferenciadas que, com o crescimento basal, vão ficando cada vez mais periféricas, acabando por descamar e cair (uma origem importante do pó que se acumula nos locais onde vivem pessoas ou outros seres vivos).
Camada basal
é o mais profundo, em contacto com derme, constituído por células cúbicas pouco diferenciadas que se dividem continuamente, dando origem a todas as outras camadas. Contém muito pouca queratina. Algumas destas células diferenciam-se e passam para as camadas mais superficiais, enquanto outras permanecem na camada basal e continuam a se dividir.
Camada espinhosa
Células cúbicas ou achatadas com mais queratina que as basais. Começam a formar junções celulares umas com as outras, como desmossomas e tight junctions (daí o aspecto de espinhos).
Camada granulosa
Células achatadas, com grânulos de queratina proeminentes e outros como substâncias outras proteínas (colagénios).
Camada lúcida
Células achatadas hialinas eosinófilas devido a grânulos muito numerosos proteicos. Estas células libertam enzimas que as digerem. A maior parte já está morta (sem núcleo). Estão presentes na pele sem folículos pilosos (pele glabra).
Camada córnea
Constituído de células achatadas eosinófilas sem núcleo (mortas) com grande quantidade de filamentos, principalmente queratinas.
Órgãos Anexos da Epiderme
- Folículo piloso: produz uma estrutura maciça queratinizada, o pelo, que é produzido por células especializadas na sua raiz, constituindo o bulbo piloso. Tem músculo liso erector e terminações nervosas sensitivas associadas;
- Glândulas Sebáceas: tem a função de produzir sebo;
- Glândulas Sudoríparas: tem a função de produzir e eliminar o suor.
- Corpúsculo de Vater-Pacini, sensores de adaptação rápida, detectam vibrações ;
- Corpúsculo de Meissner com função de detecção de pressões de frequência diferente. ;
- Corpúsculo de Krause, sensíveis ao frio (pele glabra);
- Órgão de Ruffini, sensíveis ao calor;
- Célula de Merckel, sensíveis a tacto e pressão;
- Folículo piloso, com terminações nervosas associadas;
- Terminação nervosa livre, com dendritos livres sensíveis à dor e temperatura.
- reservatório energético
- isolante térmico
- modela superfície corporal
- absorção de choque e fixação dos órgãos.
- Areolar: superficial; adipócitos globulares e volumosos e numerosos e delicados vasos.
- Lâmina fibrosa: separa a camada areolar da lamelar.
- Lamelar: mais profunda; aumento da espessura com ganho de peso (hiperplasia).
quinta-feira, 29 de abril de 2021
#Compartilhar: Medicamentos e Introdução a Prescrição médica
Para os alunos do módulo 01 do curso de Atendente de Farmácia do Projeto Compartilhar.
Orientação Farmacêutica: quando o farmacêutico indica o medicamento e a forma de usa-lo.
- Regidos pela Portaria SVS/MS n 344/1998;
- Não aceitar prescrições com rasuras, erros ortográficos, sem identificação do médico prescritor e etc;
- São duas vias liberadas, uma devido ao paciente com carimbo comprovando o atendimento fica retida com data, quantidade do medicamento, lote do medicamento, rubrica do farmacêutico, e em casos de formulações magistrais (medicamentos ou tratamentos individualizados para uma determinada pessoa, preparados pelo pessoal da farmácia).
RDC N.304, de 17 de Setembro de 2019 (que dispõe sobre as práticas de distribuição, armazenagem e de transporte de medicamentos);Portaria N.344, de 12 de Maio de 1998, modificada pela resolução 33/2000 (Aprova o regulamento técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial).





































